Polícia conclui investigações de mortes no trânsito em Araxá

 Polícia conclui investigações de mortes no trânsito em Araxá

 

A Polícia Civil concluiu os inquéritos que investigavam dois acidentes de trânsito com vítimas fatais, que aconteceram em Araxá no último mês. O primeiro deles, na manhã do dia 10 de novembro, aconteceu na avenida Vereador João Sena e resultou na morte de uma mulher de 36 anos. Os veículos envolvidos são uma motocicleta e um automóvel. De acordo com os policiais que participaram da investigação, os condutores praticaram o que é chamado de concorrência de culpa, quando ambos são imprudentes.

De acordo com a investigação, o condutor do automóvel não empregou a atenção necessária ao realizar a manobra de conversão. Nos interrogatórios realizados, o motorista disse que obstáculos visuais existentes na região o atrapalharam, além de um declive na via. Os policiais civis que estiveram no local descartaram essa hipótese.

Por outro lado, o motociclista, que transportava a vítima, estava em velocidade muito superior à permitida, chegando a atingir, no momento da colisão, aproximadamente 116km/h. Para a Polícia Civil, o acidente poderia ter sido evitado se os condutores estivessem cumprindo a legislação de trânsito.

Com base no entendimento de que agiram com imprudência e negligência, eles foram indiciados por homicídio culposo. A pena é de detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

O segundo acidente também envolve uma motocicleta e culminou na morte da passageira, uma jovem de 19 anos. Aconteceu na noite do dia 25 de novembro, no cruzamento da rua Dona Maroca com a Luis Colombo. Para os investigadores, o motorista – que não possui habilitação – assumiu o risco de provocar o acidente quando realizou manobras de perícia, transitando em apenas uma roda, em velocidade incompatível com a via e desrespeitando a sinalização de parada obrigatória. Ao invadir o cruzamento, bateu em uma caminhote e causou a morte da passageira, que foi arremessada por alguns metros.

Diante das circunstâncias apuradas, o motociclista foi indiciado por homicídio, por dirigir veículo com a capacidade psicomotora alterada e por exibição em manobra de perícia sem autorização da autoridade competente. As penas, somadas, podem superar vinte anos. Agora, o Ministério Público poderá acolher a conclusão da Polícia Civil, entender a ocorrência de crime diverso ou mesmo retornar com o procedimento para complementação.

 

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