Justiça expede mandado de prisão contra 20 vereadores de Uberlândia

 Justiça expede mandado de prisão contra 20 vereadores de Uberlândia

Foto: camarauberlandia.mg.gov.br

 

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), por meio de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e policiais militares estão cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão contra, pelo menos, 20 dos 27 vereadores de Uberlândia. Além dos legisladores, servidores e funcionários terceirizados também são alvos da operação deflagrada nas primeiras horas da manhã de hoje, 16/12. Ao todo, a Justiça estadual expediu 40 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão.

Servidores da Câmara confirmaram à Agência Brasil que policiais e promotores estiveram no gabinete da presidência por volta das 6h30. Após cerca de 20 minutos vasculhando o local na companhia de parte dos seguranças da Câmara que estavam de serviço, os agentes deixaram o prédio levando documentos e computadores usados por Ferraz e por seus assessores. Além da apreensão de documentos, a Justiça autorizou a prisão temporária do presidente da Câmara.

Ainda segundo os servidores, a chefe da Segurança da Câmara está entre os detidos esta manhã. Ela foi encontrada em sua casa. Os mandados já executados contra os demais vereadores investigados também foram cumpridos nas residências deles. Procurada, a assessoria da Câmara disse que o Parlamento não foi oficialmente notificado e aguarda mais detalhes oficiais sobre o objetivo da operação para se manifestar.

O presidente da Câmara, Hélio Ferraz (PSDB), é um dos investigados por suspeita de participação em um suposto esquema que desviava recursos da verba indenizatória a que os vereadores têm direito para custear a atividade parlamentar. Os promotores também investigam um suposto esquema fraudulento na contratação da empresa que presta serviço de vigilância ao Legislativo municipal.

Antecedentes

A ação é um desdobramento da chamada Operação O Poderoso Chefão, realizada em 25 de outubro – mesmo dia em que o Gaeco deflagrou outras duas operações (Mercúrio e Torre de Babel). Na ocasião, dois vereadores de Uberlândia foram detidos: Alexandre Nogueira (PSD) e Wilson Pinheiro (PP). Nogueira, que desde o dia 2 de dezembro cumpria prisão domiciliar graças a um alvará judicial, voltou a ser detido hoje e levado para a delegacia de Uberlândia. Um terceiro vereador que já vinha sendo investigado, Juliano Modesto (SD), já tinha sido detido em 15 de outubro, alvo da primeira fase da Torre de Babel. Os três já estavam afastados dos cargos.

 

Fonte: Agência Brasil

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