Inca prevê 1.440 novos casos de câncer bucal

 Inca prevê 1.440 novos casos de câncer bucal

 

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de boca é o 5º mais frequente em homens e o 12º em mulheres em Minas Gerais. Manter hábitos saudáveis como ter boa higiene bucal e ir com frequência ao dentista podem ajudar na prevenção da doença. Em alusão à semana nacional de Prevenção do Câncer Bucal, que acontece até essa sexta-feira (08/11), a secretaria de Estado de Saúde reforça a importância de cuidados diários. A data tem o objetivo de informar sobre a enfermidade, medidas preventivas, tratamentos, além de orientar sobre os serviços de saúde bucal que estão disponíveis à população no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O câncer bucal, também conhecido como câncer de boca ou câncer de lábio e cavidade oral, é um tumor maligno que acomete os lábios, língua, assoalho da boca (região embaixo da língua), palato (céu da boca), gengiva, amígdala e glândulas salivares, e é possível reduzir a incidência.

 

“O câncer bucal, que é mais comum em homens com idade acima de 40 anos, se configura como consequência de um distúrbio no processo de renovação do tecido epitelial que pode gerar um tumor e se disseminar pelo corpo. Esse distúrbio pode acontecer pela influência de fatores de risco como tabagismo, consumo regular de bebidas alcoólicas, exposição à radiação solar sem proteção, infecção pelo vírus HPV quando transmitido por sexo oral, entre outros. Por isso, manter hábitos saudáveis como ter boa higiene bucal, não beber, não fumar e ir com frequência ao dentista podem ajudar na prevenção da doença. Tanto a prevenção como o tratamento são ofertados pelo SUS”, explica a coordenadora de Saúde Bucal no Estado, Fernanda Vilarino Jorge.

 

Em 2017 houve 875 óbitos relacionados ao câncer bucal em MG. Segundo o Inca, para 2019, são esperados 1.440 novos casos, 1.110 em homens e 330 em mulheres. A iniciativa reforça a importância de se atentar para alguns sinais principais da doença, como lesões (feridas, caroços, manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas) no lábio e na cavidade oral que não cicatrizam em até 15 dias, nódulos no pescoço ou rouquidão persistente. Em casos mais avançados, observa-se dificuldade em mastigar ou engolir, dificuldade na fala e sensação de que há algo preso na garganta.

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