Covid-19: MG terá nova projeção no pico de casos

 Covid-19: MG terá nova projeção no pico de casos

 

O cenário epidemiológico do Estado em relação aos casos de Covid-19 foi avaliado pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, nesta terça-feira (14/04), em mais uma coletiva virtual. Na oportunidade, o secretário também enfatizou a importância das medidas de distanciamento social para controle da transmissão do vírus e também para reduzir a pressão sobre a rede de saúde. Amaral ressaltou, ainda, a necessidade de cautela para retorno de atividades não essenciais.

 

“Nossas avaliações são baseadas em modelos matemáticos, que servem para orientação e preparação da rede de saúde. As medidas que tomamos apontam no sentido da contenção da velocidade de transmissão dos casos. O isolamento tem consenso internacional quanto à sua eficácia. Quanto à eventual retorno ou flexibilização do distanciamento, somente em momento oportuno poderá ser aplicado e por isso temos feito estudos com frequência”.

 

O secretário mencionou que nos próximos dias deve haver uma nova projeção sobre o período provável para que se atinja o pico da curva de casos para MG, atualmente esperado entre os dias 03 a 05 de maio. “Por ora, nossa projeção por demanda de leitos ainda está na casa de 5.900 pessoas necessitando de leitos clínicos e 1.500 a 2.000 podendo demandar terapia intensiva. Atualmente, estimamos em até 3% o quantitativo de leitos de UTI ocupados por pessoas com casos suspeitos da Covid-19”, apontou Amaral.

 

O secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, destacou que, em relação às medidas administrativas, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) tem realizado, nos últimos dias, aquisições de insumos e equipamentos por via de contratação, cabendo dispensa de licitação apenas quando há hipótese legal, e esclareceu a diferença sobre as requisições administrativas e o confisco. Marcelo Cabral também destacou que a legislação produzida em Minas Gerais não tem penalidades específicas sobre o descumprimento de medidas de distanciamento, o que não afasta a hipótese de configuração de crime nos termos das normas penais.

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