Caminhões comprometem vias da cidade

 Caminhões comprometem vias da cidade

 

Quem trafega pela avenida Hitalo Ross, em Araxá, necessita desviar de uma série de buracos na via que atrapalham a fluidez do trânsito, além do potencial para causar danos aos veículos e acidentes. Este não é, no entanto, o único trecho da cidade com este problema, outras avenidas e até mesmo vias em bairros apresentam falhas. Uma das causas é o tráfego de veículos pesados e com tonelagem incompatível com o que a via tem capacidade para suportar. No ano passado, uma nova lei municipal entrou em vigor estabelecendo limitações ao trânsito de veículos pesados na zona urbana da cidade.

 

De acordo com a legislação, aqueles com capacidade de carga superior a oito toneladas ficam proibidos de circular na zona de restrição  de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8 às 14h, com exceção dos feriados. Caminhões de mudança ou cargas especiais, cuja capacidade de carga não ultrapasse 14 toneladas e o seu comprimento não seja superior a 20 metros, podem transitar na zona de restrição mediante autorização do órgão competente. Esta lei revoga a anterior, que dizia que o peso máximo para caminhões e carretas transitarem pela cidade deveria ser de 4 toneladas. O argumento para a mudança na lei, porém, não dizia respeito à qualidade do trânsito e sim ao contratempo que isto significava para os motoristas e empresas do município. A zona de restrição citada na lei faz referências apenas às avenidas que cortam a região central da cidade, este não é o caso, por exemplo, da avenida Hitalo Ross.

 

Em relatório divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), uma das causas da situação das vias no país é a má qualidade no asfalto. No trecho da avenida Hitalo Ross em que os buracos surgiram, foi feita uma restauração recente financiada por uma empresa de gênero alimentício, apesar disso, o pavimento cedeu mais uma vez, exemplificando a pouca resistência deste material à carga que os caminhões transportam, resultando na destruição do pavimento. Ainda de acordo com a CNT, a má qualidade do asfalto aumenta o consumo e o desperdício de combustível. A grande parte dos caminhões que circulam dentro da cidade reabastecem supermercados, lojas e depósitos de materiais de construção.

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