Araxá é terceiro em casos de dengue no Triângulo Sul, diz boletim

 Araxá é terceiro em casos de dengue no Triângulo Sul, diz boletim

Foto: Ascom PMA

Segundo o informado pelo boletim epidemiológico de monitoramento dos casos da dengue, chikungunya e zika, de responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde feito até o último dia 25 de janeiro, Araxá estava na terceira posição considerando apenas os municípios do Triângulo Sul, região esta com Superintendência Regional de Saúde, sediada em Uberaba. A cidade do Zebu tem 35 casos registrados, seguido por Fronteira, 25, e Araxá, com oito. Esses números podem ser vistos aqui.

Na semana passada, a Prefeitura daqui da cidade informou que foi feito o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) e apontou taxa de 1,8% de infestação do mosquito transmissor da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Isso significa que a cada 100 imóveis visitados pela equipe da Vigilância Ambiental, quase dois apresentaram algum foco do mosquito. Os dados foram levantados entre os dias 10 e 12 de janeiro, percorrendo 2.241 imóveis em 118 bairros.

A Secretaria de Estado de Saúde orienta à população para que ajude no combate ao mosquito eliminando os pontos “clássicos” de retenção de água das chuvas nos domicílios, tais como ralos, calhas, vasos de plantas e pneus. Mas também é essencial que sejam verificados os demais recipientes, como os vasilhames que servem de bebedouro aos animais de estimação, como cães e gatos, por exemplo.

A orientação é reforçada pela coordenadora estadual de Vigilância das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano. “As pessoas pensam que bastaria trocar a água desses recipientes, mas isso não é suficiente. É preciso lavar com água e sabão. A fêmea do mosquito deposita seus ovos na parede desses vasilhames, que aderem naquela superfície. Com a água colocada ali, esses ovos podem eclodir e termos o início do ciclo até a fase do mosquito adulto”, informa.

De acordo com a coordenadora, o ideal é que os recipientes sejam lavados com bucha e sabão, visando a remoção completa dos ovos do mosquito. “Considerando que o ciclo tem uma duração média de sete dias, recomenda-se que seja feita a limpeza com frequência. Quando temos temperaturas mais altas, pode ocorrer a aceleração do ciclo, situação em que seria recomendável a higienização por, pelo menos, duas vezes na semana”, explica.

Segue a lista completa das cidades do Triângulo Sul:

Uberaba – 35
Fronteira – 25
Araxá – 8
Campina Verde – 7
Itapagipe – 7
Ibiá – 6
Iturama – 5
Água Comprida – 2
Frutal – 2
Sacramento – 2
Campos Altos – 1
União de Minas – 1

Já as cidades de Carneirinho, Comendador Gomes, Campo Florido, Conceição das Alagoas, Conquista, Delta, Limeira do Oeste, Nova Ponte, Pedrinópolis, Perdizes, Pratinha, Pirajuba, Planura, Santa Juliana, São Francisco, Tapira e Veríssimo estão sem casos registrados de doenças transmissoras do mosquito Aedes Aegyti.

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