Amigo secreto deve movimentar R$ 7,5 bilhões na economia

 Amigo secreto deve movimentar R$ 7,5 bilhões na economia

 

O ‘Amigo Secreto’ é uma tradição brasileira nas comemorações das festas de fim de ano. Na brincadeira, cada participante sorteia o nome de outro participante, que será seu amigo secreto. Como o nome já diz, o sorteado não deve ser revelado a ninguém. No dia combinado, os outros participantes devem tentar adivinhar o nome; quando conseguirem, é feita a troca de presentes. O quanto essa brincadeira deve impactar na economia foi tema de pesquisa.

O levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em todas as capitais, mostra que, este ano, 42% dos consumidores que vão presentar no Natal devem aderir à brincadeira — um aumento de 9 pontos percentuais em relação a 2018. Com isso, a previsão é de que cerca de R$ 7,5 bilhões sejam injetados na economia. Aqueles que revelaram não participar da brincadeira, representam 40% dos entrevistados, ao passo que 17% ainda não decidiram.

A estimativa é que 66,3 milhões de pessoas participem de pelo menos algum ‘Amigo Secreto’, no trabalho ou na família. A maioria dos entrevistados disseram gostar desse tipo de celebração; e, dentre eles, 36% considera a brincadeira uma forma de economizar com presentes, já que, assim, todos serão presenteados, mas cada participante investe em apenas um presente. Em média, os consumidores ouvidos pretendem gastar R$ 67,70 com o presente, sendo que 44% planejam desembolsar até R$ 50,00, dado que aumenta para 53% entre as mulheres e 49% nas classes C e D.

Apesar das conveniências da brincadeira, o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, alerta para os cuidados com orçamento. “O que à primeira vista parece vantajoso, pode ficar caro se o consumidor decidir entrar em todos os amigos secretos do seu círculo de convivência. A dica é participar apenas de comemorações em que o preço é estipulado com antecedência. Também vale analisar se esse dinheiro não fará falta no fim do mês, comprometendo assim o pagamento das contas”, orienta.

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